Na Júlio Martins acontecem umas
reuniões estranhas. São em serão. Pais e professores. Funcionários. Alunos e alunos. Pessoas
arco-íris.
Nessas sextas feiras, os livros
saem das estantes da biblioteca. Ou das estantes da sala, do escritório, das
gavetas, das mochilas. Nesses serões, as pessoas disfarçam-se de livros e as
vozes são poemas ou prosa. Mensagens outras e outras, muitas. Umas de iniciação
soletrada, outras tantas em elevação e glória do domínio da declamação e da
capacidade leitora agora reclamada como um direito construído e partilhado.
Sim, as vozes soltam-se dos livros gerando ecos que nos fazem sorrir e nos
fazem pensar.
Particularmente, gostei. Dos
pais a partilharem palavras com os filhos. Gostei das vozes entoadas em uníssono
por grupos.
Particularmente, gostei de quatro
pessoas –livro. Sim, estavam lá, nessas reuniões estranhas da Júlio Martins.
Sorri.
Em todas estas quatro pessoas
encontrei uma biblioteca de vontades e de histórias de encantar. Folheei, em
cada um, um mar de possibilidades.
Hoje, a esses livros chamo Alexandre,
Aurora, Laura e Tiago.
Foi um Prazer.
Nota: a essas reuniões
estranhas da Júlio Martins chamam “Encontro de Leitura”.

Adorei o seu texto, professora Lurdes!
ResponderEliminarSerá que foi uma resposta ao meu desafio?
Muitos parabéns, também dava uma excelente escritora!
Obrigado. É um gosto participar nestes encontros. A minha irmã tem 8 anos e também participa. Venha mais vezes, professora!
ResponderEliminarTem muito jeito para a escrita professora!
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